Quem pensa que no Brasil o sistema de governo é uma democracia está enganado. É verdade que não vivemos numa ditadura. Mas, então, qual é o tipo de governo que temos no Brasil? O governo brasileiro é feudal. Temos um rei, a nobreza, que compõe a corte; os bobos da corte e o povão.
A corte é composta por um rei, pelos amigos do rei, pelos políticos que frequentam esta corte, seus parentes e afilhados; pelos juízes aposentados, fiscais do governo, altos funcionários e toda uma casta de privilegiados com seus salários milionários.
Para ilustrar esta afirmação, o jornalista Cláudio Humberto, na coluna que escreve para o Jornal O Sul, denuncia o gasto do Governo Federal com os cartões corporativos. Escreve este colunista que, somente no mês de junho de 2010, foram gastos seis milhões de reais com cartões corporativos, dos quais, um milhão e trezentos mil reais, somente pela assessoria direta do Presidente da República. O total gasto até esta data chega à astronômica cifra de vinte e oito milhões e quatrocentos mil reais, sendo que mais da metade deste valor está classificado como gasto “sigiloso”. Só a presidência da República “torrou”, no primeiro semestre de 2010, sete milhões e seiscentos mil reais.
Vale lembrar que o recorde da farra com cartões corporativos, gastos pela corte, é de setenta e seis milhões e trezentos mil reais em 2007.
Caso alguém queira ter uma idéia dos gastos do Palácio do Planalto, desde o cafezinho até os mais caros vinhos, entre outros luxos consumidos nos banquetes palacianos, basta procurar no Diário Oficial as publicações dos absurdos gastos feitos pelos áulicos membros palacianos, num total desrespeito ao dinheiro do contribuinte brasileiro.
A certeza de que sustentamos um feudo é demonstrada, claramente, por estes gastos publicados na imprensa oficial, sem o menor pudor.
E, quem são os bobos da corte? Os bobos da corte somos todos nós. Profissionais liberais, empresários, comerciantes, enfim, a chamada classe média. Estes pagam de impostos quase 60% do que produzem para o Governo Federal. Parte deste montante vai direto para sustentar a corte que nada produz.
Vejamos um exemplo claro. Partindo do valor de cinco mil reais ganhos por um assalariado brasileiro, 35% deste valor vai direto para a nobreza, sob a forma de impostos, ou seja, mil setecentos e cinqüenta reais. Restando três mil duzentos e cinqüenta reais a quem produz. Com este restante, o assalariado compra produtos, alimentação, combustível, paga por serviços de energia elétrica, telefonia e tantos outros. Como sabemos, dentro destes gastos todos, existem ainda 40% de impostos embutidos no preço final que, igualmente, vão para a nobreza; mais mil e trezentos reais. Restam agora, mil novecentos e cinqüenta reais dos cinco mil que o assalariado suou para ganhar.
Num país sério, com 60% que paga de impostos, o assalariado teria direito a saúde, segurança, educação públicas e uma aposentadoria digna e justa no futuro. Porém, no Brasil, nada disto existe ou, se existe, não presta, não funciona. Então o assalariado paga plano de saúde, educação e segurança particulares, numa clara e revoltante, bitributação. Com mais este custo, o assalariado gasta mil e duzentos reais. Resumindo, dos cinco mil reais que um trabalhador brasileiro produz lhe sobram setecentos e cinquenta reais. A corte fica com os outros quatro mil setecentos e cinquenta reais.
Conclusão: o assalariado é o “bobo da corte”.
E, por fim, vem o povão, composto de miseráveis, aposentados da iniciativa privada, leia-se pensionistas do INSS, trabalhadores informais e desempregados. Estes produzem e consomem pouca riqueza.
A corte repassa migalhas, através dos projetos sociais do Governo Federal ao povão que, de joelhos agradece, na forma de votos, as migalhas recebidas. O povão contenta-se com a bolsa família e outros auxílios dados pelo rei. Continua ignorante, continua miserável, mas continua feliz porque tem um rei que lhe dá “tudo”. Afinal de contas, as mentiras do rei, a cachaça e o futebol fazem a alegria do povão.



É a mais pura verdade!! Pena que o povão que ajuda a eleger essa gente não lê jornais e revistas e sim faz a higiene íntima com eles.
ResponderExcluirEnquanto não melhorar a educação do povo, continuaremos assistindo aberrações como essa em todos os níveis da administração pública.