14 de maio de 2010

O Poder dos Bancos

É do conhecimento da população de Santo Antônio da Patrulha a existência da lei municipal de número ...............que determina o tempo de permanência para atendimento nos bancos locais, que diz: “......................................” . Esta lei é de autoria do ex-vereador Rogério Bier.



Ocorre que as agências bancárias instaladas em Santo Antônio da Patrulha desrespeitam a referida lei sem que as autoridades competentes tomem providências para obrigar o cumprimento da mesma.A prova disso são as constantes reclamações e as humilhantes filas a que são submetidos os patrulhenses, com tempo de espera que ultrapassa uma hora e meia muitas vezes, sem que uma eficiente fiscalização por parte do poder público garanta um pouco de respeito aos usuários das agências bancárias de Santo Antônio. Estando em vigor a lei municipal aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito municipal é justo que os patrulhenses cobrem das autoridades, a sua aplicação, ou então que essas mesmas autoridades revoguem a referida lei e declarem incompetência para exigir o seu cumprimento, curvando-se assim ao “poder dos bancos”.



O maior desrespeito à legislação parte dos bancos públicos aqui instalados, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banrisul, que sendo bancos de propriedade do Governo Federal e Estadual e por conseguinte, patrimônio e propriedade do povo, deveriam respeitar os seus “verdadeiros donos”, que pagam uma pesada carga tributária recebendo em troca um péssimo atendimento desses bancos dos quais são proprietários. Pois justamente essas três agências instaladas em Santo Antônio da Patrulha são as que prestam os piores serviços em se tratando de atendimento ao público, no que diz respeito ao tempo de atendimento em seus caixas.



A Caixa Econômica Federal, distribui senhas para atendimento em sua agência local, explicando melhor, as pessoas recebem uma programação para serem atendidas em horário estipulado pela Caixa, o que é uma imoralidade, pois a população fica refém de um banco público, que determina quando quer atender. O Banco do Brasil, sequer tem espaço físico em seus caixas, diga-se, guichês, para aumentar o número de atendentes e diminuir a desumana fila que se forma no interior de sua agência; o Banrisul, que terceirizou parte de seus serviços, não é diferente e apresenta igualmente o mesmo quadro.



Que o serviço bancário em Santo Antônio da Patrulha é um caos, todo patrulhense sabe, que as autoridades não tomam providência nenhuma, também. Entendo que, o Ministério Público deva, nessa hora, entrar em ação. Resta-nos um último recurso: recorrer à Justiça, na esperança de que esse quadro se altere. Para isso a população precisa juntar provas do tempo de espera nas filas, seja com testemunhas ou com a comparação de extratos tirados nos terminais de auto-atendimento, na hora de chegada nas agências, com a autenticação do serviço feito nos caixas. Conclamo os leitores a juntarem essas provas para mover uma ação popular contra os bancos, que diz respeito à lei. Ou será que o poder dos bancos não tem limite nesse país? E aí sim, fica provado que nessa terra manda quem tem dinheiro e isso os bancos têm muito, fruto das cobranças de taxas e serviços, acrescidos de juros imorais e fora da realidade que vive o País, no que diz respeito à estabilidade econômica. A prova disso é a comemoração dos fantásticos lucros obtidos por bancos públicos e privados, em cada balanço divulgado. Resumindo, prestam um péssimo serviço, cobram caro por esse serviço, desrespeitam lei e não são punidos, porque as autoridades municipais demonstram incompetência para tal.



Gostaria de citar, nesse momento, o grande revolucionário maragato Honório Lemes, o “Leão do Caverá”, a quem é atribuída a seguinte sentença: “ Quero leis que governem homens e não homens que governem leis”. Honório era daqueles gaúchos que acreditava numa causa. Eu acredito que a população de Santo Antônio deva tomar uma atitude, mesmo que jurídica contra os bancos, pois eu também sou um gaúcho que acredita numa causa. E a causa, hoje, é fazer com que os bancos respeitem a nossa população, já que o poder executivo não cumpre o seu papel, ou será que os bancos governam a lei municipal de número...........?

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