9 de dezembro de 2011

Os arquivos implacáveis do “Cachorro Morto”

Em 2012, com o advento das eleições municipais, em todas as rodas de conversa, pelo país afora, o assunto principal será a sucessão no Paço Municipal e na “Casa do Povo”.
 
Aqui em Santo Antônio da Patrulha não será diferente. Muito pelo contrário. As discussões, em ano eleitoral, sempre foram o tema principal por qualquer lugar em que se ande aqui no município. Discussões acaloradas, apostas de toda a ordem, voto que se vende, voto que se compra, palpites e opiniões de todo o tipo fazem parte das conversas nos bares, botecos e botequins espalhados pela cidade. Oportunidade apropriada para abrir os arquivos implacáveis do “Cachorro Morto”.

Para aqueles que dependem do resultado das eleições para manter os seus “empregos”, este processo deve ser uma grande angústia até que as urnas definam o resultado das eleições. Resultado este que, pode ou não manter os cargos de confiança (CC) ocupados por estas pessoas.  A dimensão desta angústia pode ser medida pelo número de cargos distribuídos entre os partidos que compõem a atual coligação que governa Santo Antônio da Patrulha. Meu Deus do Céu! Quanto sofrimento! Quanta torcida! Quanta secada! Também aqueles que estão, atualmente, na oposição, sonham com a vitória de seus candidatos para, com isso, almejar um empreguinho na máquina pública. Pois, como sabemos, os ocupantes do “Paço Municipal” e da “Casa do Povo” empregam seus correligionários e cabos eleitorais sem o menor pudor. Os políticos empregam e nós, contribuintes, pagamos a conta.

A história do “Cachorro Morto”, só para lembrar, vem desde os tempos da “Nova Cidade” quando um político, com cismas de coronel, enlouquecido com as críticas que eu fazia da sua administração, no quadro Opinião da Rádio Comunitária, ameaçou derrubar a antena da emissora e jogar o seu transmissor no meio da rua, caso não largassem do seu pé. Disse na ocasião, este político, que não tinha tempo para chutar traseiro (a palavra utilizada pelo político foi outra, usei um sinônimo por não ter o hábito de usar linguajar “chulo” em minhas escritas) de “Cachorro Morto”.

Confesso que nunca fiquei preocupado com a adjetivação dirigida a mim por este senhor. Muito pelo contrário, já pensei até em mudar o nome do meu blog de “Coisas da Vida” para “Opinião do Cachorro Morto”. Uma coisa, porém, já é certa. Logo em seguida, estarei publicando um livro com as crônicas que escrevi para o jornal Correio de Santo Antônio que levará o título de “Crônicas de um Cachorro Morto”.

Nada tenho de pessoal contra este político. Apenas resolvi levar o assunto ao pé da letra, para que ficasse sabendo que o cachorro não é tão morto como ele pensava. O respeito faz parte da vida em sociedade e é respeitando o próximo que se é respeitado. 

Quanto aos arquivos implacáveis, estes são na verdade, os jornais que circularam aqui em Santo Antônio e que foram, cuidadosamente, guardados por mim num baú, que não é o da Borges, desde os tempos dos “Coligados com a Comunidade”, passando pela “Nova Cidade” até o glamour e a glória da “Cidade Polo” dos dias de hoje. Tudo, mas tudo mesmo será lembrado, em forma resenha, por esta coluna no próximo ano. Vamos falar do “Aeroporto” e seus famosos “Mecânicos Aéreos”; do hotel “estrelado”; da hospedagem de uma delegação que irá disputar a Copa do Mundo de 2014; da Indústria de Pescados; da Fábrica de Gelo; do sumiço de computadores; das diárias; das visitas ilustres e outras nem tanto; o que um falou do outro; o que o outro falou de um; das promessas de campanha; das coisas ditas nos palanques e por aí afora.

Num país onde a memória do eleitorado é bastante sofrível e curta, nada melhor que lembrar fatos de um passado recente, aqui da nossa cidade, para refrescar a memória de todos nós eleitores num ano em que vamos escolher quem irá administrar o município nos próximos quatro anos. Daí a importância de escolhermos bem os novos gestores públicos. Para isso, colecionei ao longo destes anos, jornais aqui da cidade, com o objetivo de testemunhar o que será comentado por mim quando as águas de março estiverem fechando o verão.

Por hora, o meu paraíso de São Simão me aguarda. Do Natal até o fim das festas pagãs de fevereiro, muitas pescarias, agradáveis momentos na companhia dos amigos sinceros e leais, sempre acompanhados do assado de cordeiro com sabor que só os cordeiros criados nos campos de Mostardas têm. E como não poderia deixar de ser, regado a uma cerveja bem fria como dizem os castelhanos. Afinal de contas, eu não sou de ferro e, já tendo dobrado a curva da vida, o negócio é aproveitar ao máximo o tempo que me resta.

Um comentário:

  1. Nelson
    Continues apertando este pessoal corrupto e buscando eliminar as falcatruas dos vigaristas.
    Boa praia e boa pesca.
    sÉRGIO oTTO

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