A política nos proporciona fatos, no mínimo estranhos.
Em março próximo passado, o excelentíssimo senhor prefeito municipal Daiçon Maciel da Silva (PMDB), juntamente com o excelentíssimo presidente do legislativo municipal, vereador Reni Germano da Silva, foram ao Paraná em missão oficial. Na ocasião, o primeiro vice-presidente da câmara, em meio a grande espalhafato, assumiu o executivo municipal com direito à concorrida cerimônia de posse, seguida de coquetel no gabinete do prefeito. Temos conhecimento do número de telefonemas para o grande momento do vereador Marlon Silva de Souza (PP). Também sabemos dos inúmeros telefonemas com o objetivo de convidar pessoas para este evento,que daria posse ao citado vereador, como prefeito do município de Santo Antônio da Patrulha, pelo período de um dia e meio. Cabe lembrar que esses telefonemas foram feitos entre os dias 7 e 8 de março de 2007.. Há comentários de que foram usados os telefones da câmara de vereadores, o que, se for verdade, é no mínimo um gasto bancado pelo contribuinte.
Investido da condição de prefeito municipal, o vereador convocou reunião de secretariado e promoveu várias audiências com entidades e empresários locais, dando o maior sufoco no pessoal que atende no gabinete do prefeito. Corre por conta do folclore o grande número de cópias xerocadas solicitadas pelo prefeito Marlon, (convites para a posse e coquetel, seguidos de posteriores agradecimentos pelas presenças). Enfim, um grande acontecimento bancado, em parte, pelo contribuinte, para a realização de mais um projeto pessoal do Vereador.
Esses fatos são de conhecimento dos patrulhenses, somente os relatei para refrescar a memória da nossa gente.
Vem daí então, o questionamento, objeto título dessa coluna. Por que agora, em dezembro, por ocasião da viagem do prefeito, juntamente com o presidente da câmara e de seu respectivo vice, à Brasília, não tomamos conhecimento dos grandes atos de posse e coquetel, tais como aconteceram em março? Será que, o município de Santo Antônio da Patrulha ficou sem prefeito e sem presidente da câmara por quatro dias, sem a troca de comando no executivo e legislativo? Caso isso realmente tenha acontecido e, notem bem, não só por um dia e meio, mas por quatro dias, (eu entendo ser legal o afastamento por até quinze dias, sem a transmissão dos cargos), fica clara a promoção pessoal de março, ou então, o vereador Marlon, nesta época, quis brincar de ser prefeito por um dia e meio, gastando o dinheiro público desnecessariamente.
Política é coisa séria, os homens públicos precisam ter a responsabilidade de seus atos perante o eleitor, que vota pensando no bem do município e não em projetos pessoais deste ou daquele político.
Cabe lembrar que nos dois momentos, as autoridades são as mesmas, tanto em março ou em dezembro – o prefeito, o presidente do legislativo e seu vice.
Deste episódio podemos concluir o seguinte: Ou não havia a necessidade da grande pirotecnia de março, ou houve vacância dos cargos em dezembro, ou mais ainda, o projeto pessoal e a vaidade falaram mais alto.
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