Recebi do excelentíssimo senhor Deputado Federal, Alceu Moreira (PMDB/RS), uma mensagem de felicitações pela passagem do meu aniversário. Quero, primeiramente, dizer que não aceito as felicitações do Alceu Moreira, mesmo tendo a certeza de que foram “sinceras e verdadeiras”, como “verdadeiras” e “éticas” têm sido as atitudes dos políticos brasileiros de um modo geral.
Estranho o fato do recebimento desta “amável” correspondência, pois tenho a mais absoluta certeza de que nunca, em momento algum, forneci meu nome completo e endereço a este senhor, logo, questiono: como, de onde o deputado conseguiu estas informações? Outro aspecto deixa bem claro que o senhor Alceu Moreira não me conhece. A razão desta afirmação fica clara devido ao meu completo e total desprezo aos partidos políticos e aos políticos, de um modo geral, como faço questão de demonstrar sempre. Por outro lado, tenho gravado na memória algumas atitudes tomadas por este parlamentar nos seus sucessivos mandatos. A última foi o seu voto, como deputado federal pelo Rio Grande do Sul a favor do sigilo das contas e gastos do Governo Federal, nos preparativos para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 no Brasil.
Como pode um parlamentar votar a favor da sonegação de informações de gastos de dinheiro público para nós contribuintes? Será que aqueles que bancam a conta não têm, nem mesmo, o direito de saber como está sendo usado o dinheiro dos impostos? É bem verdade que o partido do Deputado Alceu Moreira é uma grande “colcha de retalhos” que vende o apoio parlamentar em troca de cargos com gordos salários para seus “caciques” e companheiros. Daí a razão do voto dele e da base de apoio ao Governo do Partido dos Trabalhadores (PT). Esta é a política do “é dando que se recebe” popularizada pelo grande “cacique” do PMDB o eminente Senador da República José Ribamar Sarney.
Como eleitor e contribuinte não aceito esta prática adotada pelos partidos políticos brasileiros, especialmente, pelo partido do Alceu Moreira, maior e mais hábil negociador destas barganhas, tetas e mamatas, em troca dos votos da chamada base aliada que os governos de todas as correntes adotaram em nome da governabilidade e que, nos dias de hoje, se tornaram práticas comuns nas politicagens e conchavos por este Brasil continente.
Quanto à correspondência a mim enviada pelo senhor Alceu Moreira cabe um comentário indignado de minha parte. Percebi que a postagem e o cartão de felicitações foram pagos com dinheiro público e, ainda por cima, o referido cartão traz em destaques a foto, o nome e o partido do deputado, numa clara propaganda política. Caso o parlamentar pense que usar dinheiro público para felicitar um estranho é ético e politicamente correto, trata-se de uma interpretação errônea deste senhor. De minha parte, considero uma imoralidade e falta de respeito para com os contribuintes deste país. Portanto, sugiro que não mais use o dinheiro público, cinicamente, para me felicitar.
Deputado, se não for pedir demais, delete meus dados do seu arquivo de correspondências. Não preciso de suas felicitações, aliás, não preciso dos políticos e da política para trilhar a minha vida. Poupe-me do desprazer de receber estas indesejáveis correspondências. Em tempo: Guardo o envelope e o cartão que o senhor deputado me enviou para comprovação de que ambos foram pagos com o nosso dinheiro.

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